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sexta-feira, 26 de março de 2010

Juventude





Quando adolescente, acho que com uns 14 anos, fiz curso de datilografia. Não cheguei a completar mas, as aulas diárias durante 3 meses foram suficientes para fazer de mim uma razoável digitadora (datilógrafa é coisa de antigamente). Esse curso foi o único investimento que meu progenitor fez em mim durante a vida inteira. Investimento um tanto significativo para a minha vida profissional, pois velocidade é algo imprescindível no trabalho de uma tradutora e redatora que sou.

É bastante óbvio dizer que comecei minha carreira numa Remington e Olivetti. Para quem tem dedos grandes como eu não era tão difícil mas aí complicou um pouquinho quando troquei a velha máquina de escrever por um PC. Para quem estava acostumado a esticar os dedões pelas teclas de uma Remington, o teclado de um computador, com suas teclas juntinhas e com a disposição um pouco diferente de uma máquina, deu um certo trabalho. Mas nada que o tempo e treino não dessem jeito.

Me lembro que uma vez fiquei tão irritada pois, eu digitava um texto com tanta rapidez que o computador não acompanhava minha velocidade. Eu terminava uma frase e as primeiras palavaras da mesma ainda estavam surgindo na tela. Haja paciência!

Hoje eu estava refletindo sobre o tempo e me lembrei deste episódio. O tempo é como dedos ligeiros e nós como aquele velho computador que era lento demais para eles. O que eu quero dizer é que, estou com 42 anos de idade mas não me sinto em nada diferente daquela menina de 14 anos que estudou datilografia. O tempo passou rapidinho. Eu não.

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