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quarta-feira, 31 de março de 2010

Abrindo a Janela

Muitas vezes achamos que não podemos mudar uma situação porque somos totalmente dependentes de algo ou alguém, mas, para o bem-estar geral, coragem é preciso. É justamente o que temos de menos quando se trata de fazer o certo.

É tão fácil ofender, jogar coisas na cara do próximo, dar “aquela” lição de moral. É fácil ter coragem para bater, brigar, peitar alguém, falar “verdades”. Agora, coragem para escolher o certo quando se tem o errado como opção não é tão simples assim.

É fácil transgredir, mas tão difícil assumir as conseqüências dessa transgressão!
Temos como exemplo o caso Nardoni. Foi fácil atirar uma criança indefesa pela janela. Qualquer um consegue cortar uma tela de proteção (necessário apenas uma tesoura), pegar uma frágil menininha de cinco anos, colocá-la para fora da janela e...deixá-la cair. Agora, onde está a coragem para dizer: “Fui eu!” e enfrentar uma penitenciária?

Talvez essa situação possa nos fazer repensar nossas atitudes e enxergar melhor o que estamos atirando pela janela diariamente, não é mesmo?

Tenhamos em mente que o Livre Arbítrio é um dom e devemos usar e abusar dele para que o bem prevaleça sempre. Eu sei, você vai dizer que bem e mal é relativo. Sim. É. Mas na dúvida faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você. A chance de acertar vai ser maior.

Se no dia de hoje a ira, a tristeza ou qualquer sentimento destrutivo tentar tomar conta do teu coração, jogue-o pela janela. E o amor? Distribua-o.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Juventude





Quando adolescente, acho que com uns 14 anos, fiz curso de datilografia. Não cheguei a completar mas, as aulas diárias durante 3 meses foram suficientes para fazer de mim uma razoável digitadora (datilógrafa é coisa de antigamente). Esse curso foi o único investimento que meu progenitor fez em mim durante a vida inteira. Investimento um tanto significativo para a minha vida profissional, pois velocidade é algo imprescindível no trabalho de uma tradutora e redatora que sou.

É bastante óbvio dizer que comecei minha carreira numa Remington e Olivetti. Para quem tem dedos grandes como eu não era tão difícil mas aí complicou um pouquinho quando troquei a velha máquina de escrever por um PC. Para quem estava acostumado a esticar os dedões pelas teclas de uma Remington, o teclado de um computador, com suas teclas juntinhas e com a disposição um pouco diferente de uma máquina, deu um certo trabalho. Mas nada que o tempo e treino não dessem jeito.

Me lembro que uma vez fiquei tão irritada pois, eu digitava um texto com tanta rapidez que o computador não acompanhava minha velocidade. Eu terminava uma frase e as primeiras palavaras da mesma ainda estavam surgindo na tela. Haja paciência!

Hoje eu estava refletindo sobre o tempo e me lembrei deste episódio. O tempo é como dedos ligeiros e nós como aquele velho computador que era lento demais para eles. O que eu quero dizer é que, estou com 42 anos de idade mas não me sinto em nada diferente daquela menina de 14 anos que estudou datilografia. O tempo passou rapidinho. Eu não.

Um Tanto Irritada

Já faz um tempão que estou para criar um blog e, por causa do corre-corre diário acabo sempre deixando para depois. Pois é. O depois chegou. Finalmente arrumei um tempinho para pôr em prática um desejo de longa data.

Era para eu estar super feliz. Mas não estou. Pelo contrário, acabei ficando muito irritada. Sabe por que? Porque fiquei quase uma hora tentando registrar um nome e não conseguia. Falta de idéia? Não. Eu tinha várias opções interessantes mas cada nome que eu inseria, logo em seguida vinha a simpática mensagem: "nome indisponível". Sabe por que? Porque tem uns desocupados que ficam registrando nomes e idéias que acham legal só pelo prazer de não deixar ninguém usar. Egoístas. Eu não ficaria chateada se eles usassem o nome mas o problema é que eles deixam ali na gaveta, esquecem e, uma idéia legal acaba criando bolor.

Tem também aqueles oportunistas que registram o domínio de nomes para obrigar o sujeito a comprar depois. Imagine só: você acabou de abrir uma empresa, registrou, tirou CNPJ, etc., e, depois resolve criar um site. Só que, quando você faz a busca do domínio tem uma bela surpresa, um cidadão registrou e cercou o nome de todas as formas! Solução? Ah, tem sim. É só comprar o domínio do camaradinha, lazarento de uma figa.

Pois bem. Depois de tantas tentativas e muitos palavrões, e já sem paciência para ficar tentando o dia inteiro, acabei batizando o blog com o nome da minha rua. Agora, imagina o meu estado se por ventura alguém já tivesse registrado "Revoar das Gaivotas"!