A dor alheia sempre parece pequena, nunca tem tanta importância. O fato é que todo ser vivo sente dor, alguns têm um refúgio, outros não. Alguns têm com quem compartilhar a dor, outros sentem dor sozinhos. Muitas vezes causamos dor sem saber, sem nos dar conta do estrago que estamos fazendo. Não queremos, mas fazemos sofrer.
Segundo as palavras de Antoine de Saint-Exupéry em "O Pequeno Príncipe", - "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" - por que cativar sem condições de cuidar? Se cativamos, criamos expectativas para quem foi cativado. Sem querer e sem perceber, acabamos cometendo um ato de crueldade.
A expectativa nos aprisiona.
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Sete de Setembro
No meio da tarde andei
Era uma tarde de outono no Brasil
Agora sei de onde vêm as cores da nossa bandeira
As folhas aqui não ficam tão coloridas quanto nos EUA
Por isso nosso outono não é sépia nem laranja
É verde e amarelo
A maioria das folhas continua quase verde
E o sol fica dourado
Agora sim posso dizer que temos a bandeira mais linda do mundo
E isso por causa do nosso outono
Essa é minha poesia sem rimas.
Te amo, Brasil.
Era uma tarde de outono no Brasil
Agora sei de onde vêm as cores da nossa bandeira
As folhas aqui não ficam tão coloridas quanto nos EUA
Por isso nosso outono não é sépia nem laranja
É verde e amarelo
A maioria das folhas continua quase verde
E o sol fica dourado
Agora sim posso dizer que temos a bandeira mais linda do mundo
E isso por causa do nosso outono
Essa é minha poesia sem rimas.
Te amo, Brasil.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Fantasmas
Somos fantasmas
Invisíveis e indivisíveis
Só vemos o que queremos ver
Só ouvimos o que nos interessa ouvir
Somos fantasmas arrastando correntes enferrujadas
Andando em círculos
Gemendo os mesmos mantras
Somos almas penadas e pesadas
Choramos de dor mas não sabemos de onde ela vem
Agonizamos com o tic-tac do relógio porque o tempo urge
Tic-tac, tic-tac, tic-tac
Temos pressa mas não sabemos pra onde ir
Invisíveis e indivisíveis
Só vemos o que queremos ver
Só ouvimos o que nos interessa ouvir
Somos fantasmas arrastando correntes enferrujadas
Andando em círculos
Gemendo os mesmos mantras
Somos almas penadas e pesadas
Choramos de dor mas não sabemos de onde ela vem
Agonizamos com o tic-tac do relógio porque o tempo urge
Tic-tac, tic-tac, tic-tac
Temos pressa mas não sabemos pra onde ir
Café da Tarde
To indo e não vou voltar. Não vou ficar nem pro café da tarde, mas afinal, quem se importa com um simples café no meio da tarde?
O mundo continua girando, as nuvens continuam passando. Tudo passa, até um camelo no fundo de uma agulha. Tudo acaba passando um dia.
Ainda não sei a resposta para algumas coisas e é pouco provável que eu venha saber. Mas daqui a cem anos no que vai adiantar saber isso ou aquilo? As respostas já terão passado, as nuvens já não serão mais as mesmas, o mundo estará girando ainda mais rápido.
O que será que perdi sem perceber? Parece que um vácuo tomou conta da minha vida na calada da noite. Tudo está muito lento, muito calado e cinza. Cinza feito cinza de cigarro que desmancha quando a gente tenta pegar.
A vida não passa de cinza. É só soprar que ela se vai.
O mundo continua girando, as nuvens continuam passando. Tudo passa, até um camelo no fundo de uma agulha. Tudo acaba passando um dia.
Ainda não sei a resposta para algumas coisas e é pouco provável que eu venha saber. Mas daqui a cem anos no que vai adiantar saber isso ou aquilo? As respostas já terão passado, as nuvens já não serão mais as mesmas, o mundo estará girando ainda mais rápido.
O que será que perdi sem perceber? Parece que um vácuo tomou conta da minha vida na calada da noite. Tudo está muito lento, muito calado e cinza. Cinza feito cinza de cigarro que desmancha quando a gente tenta pegar.
A vida não passa de cinza. É só soprar que ela se vai.
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