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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Não É da Tua Conta


Se estou chorando é porque estou com vontade de chorar e ninguém tem nada com isso.
Antes que me perguntem, não preciso de um motivo pra chorar, basta eu sentir vontade.

 O choro, muitas vezes, é o excesso de emoção que você não está conseguindo lidar muito bem, portanto, me deixa chorar em paz.

Tem dias que chove, outros faz sol. Tem dias que choro e noutros sorrio. Simples assim.

E antes que me chamem de depressiva (como se eu me importasse com a opinião alheia), sou muito feliz. Mais do que muitos de vocês, caros leitores.

Às vezes sou ácida também.

Problema meu.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cativeiro

A dor alheia sempre parece pequena, nunca tem tanta importância. O fato é que todo ser vivo sente dor, alguns têm um refúgio, outros não. Alguns têm com quem compartilhar a dor, outros sentem dor sozinhos. Muitas vezes causamos dor sem saber, sem nos dar conta do estrago que estamos fazendo. Não queremos, mas fazemos sofrer.

Segundo as palavras de Antoine de Saint-Exupéry em "O Pequeno Príncipe", - "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" - por que cativar sem condições de cuidar? Se cativamos, criamos expectativas para quem foi cativado. Sem querer e sem perceber, acabamos cometendo um ato de crueldade.

A expectativa nos aprisiona.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Sete de Setembro

No meio da tarde andei
Era uma tarde de outono no Brasil
Agora sei de onde vêm as cores da nossa bandeira
As folhas aqui não ficam tão coloridas quanto nos EUA
Por isso nosso outono não é sépia nem laranja
É verde e amarelo
A maioria das folhas continua quase verde
E o sol fica dourado
Agora sim posso dizer que temos a bandeira mais linda do mundo
E isso por causa do nosso outono

Essa é minha poesia sem rimas.
Te amo, Brasil.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Fantasmas

Somos fantasmas
Invisíveis e indivisíveis
Só vemos o que queremos ver
Só ouvimos o que nos interessa ouvir

Somos fantasmas arrastando correntes enferrujadas
Andando em círculos
Gemendo os mesmos mantras
Somos almas penadas e pesadas

Choramos de dor mas não sabemos de onde ela vem
Agonizamos com o tic-tac do relógio porque o tempo urge
Tic-tac, tic-tac, tic-tac
Temos pressa mas não sabemos pra onde ir

Café da Tarde

To indo e não vou voltar. Não vou ficar nem pro café da tarde, mas afinal, quem se importa com um simples café no meio da tarde?
O mundo continua girando, as nuvens continuam passando. Tudo passa, até um camelo no fundo de uma agulha. Tudo acaba passando um dia.
Ainda não sei a resposta para algumas coisas e é pouco provável que eu venha saber. Mas daqui a cem anos no que vai adiantar saber isso ou aquilo? As respostas já terão passado, as nuvens já não serão mais as mesmas, o mundo estará girando ainda mais rápido.
O que será que perdi sem perceber? Parece que um vácuo tomou conta da minha vida na calada da noite. Tudo está muito lento, muito calado e cinza. Cinza feito cinza de cigarro que desmancha quando a gente tenta pegar.

A vida não passa de cinza. É só soprar que ela se vai.

sábado, 27 de agosto de 2011

Parênteses

Covardia é você estar chorando intensamente, ardentemente e de repente entra Janis Joplin cantando "Summertime".

Corpo e alma totalmente dilacerados.

domingo, 13 de março de 2011

Recado

O ouvido também gosta de ser boca de vez em quando. Infelizmente, nem sempre uma boca está disposta a ser ouvido.